26 de abr de 2011

A AVENTURA DA MENINA QUE DORMIU NO ÔNIBUS





Uma menina tão pequenina... Que dorme pouco. E vê naquele assento, tão desconfortável muitas vezes, um complemento do sono perdido a noite. 

Esta manhã, após ter dormido 5 horas apenas durante a noite, mais uma vez saiu de casa para trabalhar. Achou estranho, pois haviam poucos ônibus para a cidade do Rio de Janeiro circulando. Até de uma empresa especifica não havia nenhum! Pegou o primeiro que veio no intuito de não se atrasar, mais do que já estava. Pena que esse mesmo ônibus ia para Campo Grande... Após se sentar e lutar bravamente contra o sono que sentia, foi vencida e adormeceu. Entre algumas cabeçadas e sacudidas no coletivo, caiu num sono profundo. Tempos depois sentindo que o movimento de pessoas estava grande, acordou, abriu os olhos e o susto... Levou 10 segundos para descobrir onde estava e para sua surpresa, estava longe. Desceu naquele ponto ainda meio perdida, foi quando se deparou com a FIOCRUS! Aí o choque! Estava realmente longe! Reparou o fluxo dos veículos e atravessou a passarela nº 6 da Avenida Brasil, na tentativa de encontrar algum coletivo que a levasse a São Cristovão. Perguntou para uma, duas, três pessoas. E uma alma caridosa indicou o ônibus certo. Então se pôs no ponto a esperar, esperar, quando enfim avistou o 665 Sans Peña e entrou. 2 minutos depois o ônibus virou em uma rua um tanto suspeita e logo começaram a entrar dezenas de pessoas do ônibus que seguia na frente e havia interrompido sua viagem, pois o motorista estava passando mal. A menina se viu apertada, imprensada e perdida. Pouco tempo naquela situação avistou uma placa: Lustres Benfica. Percebeu que estava perto de seu destino. Logo chegando a São Cristovão viu que a chuva da noite anterior havia causado estragos a muitos estabelecimentos comerciais e até seu desjejum podia estar comprometido. Enquanto atravessava a rua se perguntava se tudo não passava de um sonho, se a qualquer momento acordaria em sua cama com o céu ainda negro, mas não. Não era um sonho. E até para chegar enfim a General Bruce, 905 teve de se desvencilhar do mar de lixo que cobria a rua e dos comerciantes que varriam a água para fora. Com seu pãozinho já frio e um café na mão caminhou até o trabalho, sentou e respirou aliviada, depois de tomar seu café, contar essa história e chegar mais de 2 horas atrasada.

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