4 de mai de 2011

Alguma coisa entre pensamento e desabafo

Estou cansada.
Cansada das mesmas coisas todos os dias.
Tô tão cansada das mesmas ruas e as mesmas setas
que apontam para onde não quero ir.
Troquei uma rotina por outra igual,
qual é a vantage? Nem sei bem...
Cansei de acordar cedo todo dia e dormir pouco
E cada vez mais fugir de tudo.
Cansei da minha raiva e da minha ignorância,
da minha falta de talento e da falta de força de vontade também.
Me vendi para o primeiro número que cruzou a esquina
pus meus sonhos numa pasta de couro
e meus saltos para caminhar,
estranho como o final da estrada não chega nunca.
Estou cansada das minhas frustações com leite toda manhã,
Uma marmita fria cheia de angústias ao meio dia
e a noite como sozinha na multidão,choro.
E estranho, como o final da estrada, não chega nunca!

Um comentário:

Lobodomar disse...

Boa tarde.

Belo poema. Quem pode mesmo escapar das garras do cotidiano e da mesmice?

Talvez essa seja uma das principais 'bandeiras' da arte: tornar a vida mais empolgante.

Tudo do melhor pra você, poetisa.

Um abraço!



Lobodomar
http://poemasdeandreluis.blogspot.com/